sexta-feira, 20 de abril de 2012

A PSICANÁLISE NO PROCESSO SÓCIO-EDUCACIONAL



"Ensino porque fui capaz de aprender, aprendi porque busquei.  Educo, por que me educo e continuo a cada dia sendo educado. Aprender é investir de desejos num objeto saber."     (Sigmund Freud)



        Não podemos de forma alguma separar o processo educacional da situação social em que se encontra o aluno. Isso não acontece nem mesmo a título de didática, pois um é reflexo do outro.  
Sabemos que o conceito de família hoje em dia está abalado por uma sociedade moralmente desabilitada para criar seus filhos. Aliás, o conceito de família parece não mais existir. Casais se separam e deixam para trás filhos desorientados. A neurose cresce assustadoramente, afetando o somático do indivíduo. A despeito da libertinagem que toma conta, tudo é feito às escuras sob a falsa égide de moralidade, onde os preconceitos encobrem a hipocrisia reinante. Educar parece ser uma tarefa impossível. Além da miséria social que pune automaticamente os menos favorecidos há também a miséria moral fruto de um atávico sistema de “mea culpa” ligado a sexualidade onde se procura ocultar a verdadeira psique infantil, negando-a. É neste sentido que Freud considera a educação impossível. Enquanto persistir a ignorância ela nunca será alcançada,
        Associar a psicanálise à educação é abordar os conceitos de Freud que se encaixem na visão pedagógica. Então, é importante compreender as pontuações que ele faz. Não se pode analisar o conteúdo objetivo sem conhecer a subjetividade em seu pensamento. Não se deve entender que a educação é impossível a menos que se insista em manter a educação sexual da criança inserida no conto da cegonha.
O processo sócio-educacional é um sistema operacional onde o adulto dá as cartas, mas do outro lado está um ser não menos inteligente e pronto para inquirir sobre a verdade que lhe circunda. A libido empurra a pulsão do imaginário infantil inconsciente para as saídas de emergência do consciente. Embora seja a libido a energia sexual que empurra a pulsão ela foi desviada para o terreno dos enganos. Como então educar, cujo sentido é tirar de dentro, se vamos ter de sublimar tudo que sai do inconsciente? Nosso mecanismo de defesa só deixa emergir algo que não perturbe a outrem ou a nós mesmos. Inconscientemente continuamos nos escondendo, nos mantendo desconhecedores dos motivos indesejáveis. Segundo Freud, a moral transmitida pela Educação incute no indivíduo o pecado e a vergonha a algo absolutamente natural e que lhe é inato que são as práticas sexuais. Para ele, a educação não deve fazer uso abusivo de sua autoridade. Deve haver uma correção educativa, porém não excessiva. Para Freud, essa atitude excessiva pode extinguir posteriormente a curiosidade intelectual. A paixão pelo saber origina-se da curiosidade infantil sobre sua origem. Para Georges Mauco: “A psicanálise é exatamente a arte de decifrar os modos de expressão do inconsciente” (MAUCO, 1968, p.14). Depois continua: “Num sentido, a psicanálise não procura a cura, mas a decifração dos desejos inconsciente” (MAUCO, 1968, p.15).
O grande problema, conforme observou Freud, volta para os pais. Com todos os preconceitos sobre sexualidade, ainda há o problema da incompetência dos pais em falar de sexualidade para os filhos. Para Freud, esse problema estava inerente ao esquecimento dos pais por eles também terem sido reprimidos. Freud sabe que uma educação baseada somente na liberdade não educa, pois torna o educando inapto e nascísico, pois acha que o mundo gira à sua volta. Por esta razão a educação parece não ser possível uma vez que concilia-la sem repressão é muito difícil. A solução, pois, é a orientação com autonomia, sublimar as pulsões do id sem constranger e muito menos alienar o educando com mentiras evasivas. No todo, a boa educação seria tratar o controle dos impulsos através da ética.

"Freud acreditava inicialmente que um dos meios para evitar o aparecimento de sintomas neuróticos seria oferecer uma educação não-repressiva que respondesse aos questionamentos da criança à medida que eles fossem surgindo”. (SOUZA, 2003, p.144)
A sublimação consiste justamente no papel do professor em dirigir as pulsões dos alunos para outros fins que não sejam propriamente sexuais, sem, entretanto, reprimi-las. Ela deve ser sublimada para um alvo não-sexual, um objeto socialmente valorizado. Mas este é um processo inconsciente e sabemos que o inconsciente tem um peso muito maior que o consciente. Assim, numa relação professor-aluno é o inconsciente do professor que está mais em evidência sobrepondo-se a todas as suas intenções conscientes. A característica da sublimação é a dessexualização do objeto. Nele, a energia que empurra a pulsão continua a ser sexual, mas o objeto não o é mais. Notamos então que existe o processo de ida e volta, a transferência só irá acontecer se as questões do inconsciente forem resolvidas, pois a transferência é uma relação que envolve interesses e intenções
     É muito complicada a questão da psicanálise à educação. No início do século passado, Oskar Pfister e Hans Zulliger tentaram criar uma nova disciplina chamada Pedagogia Psicanalítica e não deu certo. Lógico que uma pedagogia não pode ser psicanalítica, pois assim estaríamos colocando a psicanálise em segundo plano, como assessora e não como ciência. Mas há sentido em se falar de Psicanálise Pedagógica cujo sentido é estudar os problemas pedagógicos usando os recursos da psicanálise. Anna Freud fez parte de um grupo que tentou incutir a psicanálise entre os educadores infantis na esperança que seus filhos e alunos não fossem vítimas de neuroses. Na Inglaterra, Melanie Klein e seus discípulos na Inglaterra trataram também de divulgar a Psicanálise no país. Em princípio nada mais perfeito, pois estavam em um país cuja época reinava um grande vínculo familiar e tinha uma natalidade altamente controlada. O problema das dissidências pode ter atrapalhado a divulgação, mas de certa forma não se pode dizer que a ideia não vingou. A meu ver essa deveria ser a práxis no sistema educacional em todo o mundo. Não somente os professores, mas igualmente a base dos estudos psicanalíticos deveria acompanhar a grade curricular em todo processo do educando. Um ensino gradual nos anos sucessivos faria desenvolver um mente capaz de entender a real situação de cada um.
        O desenvolvimento afetivo-emocional de uma criança pode mostrar desde seus primeiros passos na escola suas tendências. Mas para percebê-lo o educador teria de puxá-lo de seu inconsciente, o que só seria possível se ele tivesse conhecimento da psicanálise. De acordo com Maurício De Besse: “Cada história pessoal contém episódios alguns dos quais de influência determinante em nosso futuro”  a imagem de um pai ladrão com certeza irá influenciar passiva ou ativamente (como revolta) na personalidade da criança para sua formação adulta. Se for passiva, ele poderá seguir o caminho do pai. Caso contrário, será uma pessoa revoltada com suas origens. A psicanálise busca tornar manifestos, os sentimentos profundos que pesam sobre o indivíduo e determinam as suas relações com os outros. Sempre digo que as ações são sintomas que emergem do inconsciente perturbado (agitado). Mesmo as boas ações precisam de uma agitação inconsciente para vir a tona.
A relação de afeto entre professores e alunos é crucial, pois é na empatia que se estabelece o processo de transferência.  Mas o que acontece quando em seu lugar já existe uma antipatia entre os dois? Como esse quadro pode ser revertido sem que ninguém seja machucado emocionalmente? A situação não pode ser forçada. Não existe explicação psicológica convincente para isso, pois esta antipatia nasce no inconsciente de cada um. Nenhum dos dois sabe por que isso está acontecendo. O inconsciente do professor atinge o inconsciente do aluno e vice-versa. Por mais que um queira ser compreensível o outro tomará como desacato qualquer palavra mal interpretada. Esta é uma relação de afeto onde predomina o ódio. Mas há o outro lado, onde o afeto surge como amor e então as dificuldades do aluno não parecem afetar o professor. A complexidade da mente faz também aparecer a ambivalência, situação onde o afeto ora transparece como amor, ora como ódio. De fato, a realidade se aproxima por demais deste último caso e podemos dizer que somos todos ambivalentes. Ódio e amor são componentes da mesma moeda.  A situação é que faz aflorar uma das características. Talvez se o caso fosse invertido, o professor fosse aluno e vice-versa em vez de sentir repulsa pelo professor este sentiria pena, uma das manifestações do amor. A aprendizagem então está também vinculada ao afeto. O desconhecimento do outro cujas raízes jazem nas profundezas de seu ser (inconsciente) é o motivo da antipatia e da consequente falta de aprendizagem. Como para criança o professor é um substituto do pai a ambivalência infantil parece mais acentuada que a do adulto. Nesta fase, ele sabe como usar “máscara”. 
Não é a toa que mesmo tendo dificuldade em alguma matéria se achamos o professor bom, superamos aquela condição. Isso demonstra que colocamos o raport acima do conteúdo e provando de uma vez por todas que o inconsciente é a instância predominante em nossa mente e a transferência é um processo inconsciente. Desta forma, o conhecimento passa a ser uma posse onde a permissão de dar e recebe não vem do consciente. Ora, a figura do professor é pintada no consciente do aluno com os pinceis do inconsciente, ou seja, de acordo com o que a transferência que se dá ao nível inconsciente. É desta forma quer os conteúdos são assimilados de maneira satisfatória ou não. Mas o processo de ensino-aprendizagem tem mão dupla e o professor também aprende, embora seu consciente possa reprovar, as experiências do aluno vão para ele e essa volta e que Freud chamou de contratransferência. Esta só é eficaz se houver empatia do professor para com o aluno. Mesmo assim, devemos ter em mente que ambos possuem mecanismos de defesa que podem varia de estilo e intensidade. Diga-se de passagem, baixamos a guarda quando existe a simpatia por alguém. E este pode ser o perigo, pois podemos cair no ardil mental de alguém. Para Lacan, ensinar é gerar transferência de trabalho e desta forma fazer os alunos buscar o que eles não sabem. Se há falhas na transmissão dos conteúdos é por que não houve uma verdadeira transferência de trabalho. Lacan fala de uma proposta é emancipadora, onde o educador orienta, questiona, relaciona, motiva e constrói o processo de aprendizagem, sem tirar à autonomia do aluno.
O professor deve insuflar no educando o desejo de aprender. Mas existe o saber organizado onde mesmo que não queira exerce uma autoridade, pois dele o sistema exige que mostre sua competência passando provas, reprovando etc. o saber organizado, inclusive com um currículo que não tem nada a ver com a realidade do aluno compromete qualquer tentativa de sucesso na educação. A gente só aprende o que se interessa em aprender. Experiências psicoterápicas mostram que quando um aluno tem aversão a determinada matéria é porque guarda no inconsciente uma situação desagradável que a envolve. O que diremos então quando o aluno rejeita todas as matérias? Aí a situação é diferente. Outros parâmetros psíquicos estão em jogo. De fato, todo ser humano traz imerso no inconsciente uma vocação. Desperta-la é que é o problema, principalmente com uma grade curricular totalmente desarticulada da realidade do aluno como é a nossa. Para sanar essa situação, em  primeiro lugar devemos adaptar as disciplinas à realidade do aluno, não somente a realidade cultural, mas àquilo que ele gosta de fazer, explorando sua aptidão natural. O conhecimento básico de todas as disciplinas deve estar inserido no conhecimento profissional do aluno, em todos os níveis de ensino. A questão não é difícil de elaborar na prática. Por exemplo, alunos com tendência a pintura, o próprio vocabulário já deve lhe dar uma noção do que é ser um pintor profissional. As noções de ciências como cor, brilho já podem ser ensinadas em cima de sua pintura.  Os conhecimentos de química, física etc. envolvessem tintas e técnicas inerentes a esta arte. Um agricultor, por exemplo, receberiam aulas de ciências primordialmente voltadas não somente à agricultura, mas ressaltando sua responsabilidade com a preservação do meio ambiente, evitando assim a devastação florestal. A esse respeito, conheci no interior um cidadão trabalhador que nunca estudou. Ele falou que seu pai insistiu para ele ira à escola, mas ele só queria estar com a enxada trabalhando a terra. Mas o mesmo não teria acontecido se sua alfabetização tivesse sido associada a instrumentos do trabalho agrícola como enxada, arado etc. Alunos com tendência à música, já começaria suas noções daquelas matérias acompanhadas de seu instrumento preferido. E o mais importante de tudo isso é que essa tendência natural, essa vocação está lá dentro do INCONSCIENTE não só individual como também no coletivo.
        De fato, quando falamos de inconsciente abrimos um leque de possibilidades de estudo, são muitas vertentes partindo deste caudaloso rio adormecido. Quando falamos da relação professor-aluno, ensino-aprendizagem não devemos esquecer que está em jogo também o inconsciente dos pais que atinge todo processo professor-aluno e por que não nos estendermos para o inconsciente coletivo de Jung. O inconsciente do discípulo não alcançará o raport com o do mestre se esse relacionamento não estiver em uníssono com o dos pais ou da figura responsável pelo aluno. Mas como pode um pai ou uma mãe dar ao filho algo que ele não tem? Educação é um processo atávico, pelo menos a chamada educação doméstica que enfatizamos em nosso estudo. Sem ela o envolvimento professor-aluno se torna ainda mais difícil.

Se no plano inferior de Claparéde a criança atrai tudo que possa satisfazer seus desejos, suas necessidades caracterizando a subjetividade do inconsciente, o plano objetivo da realidade é construído sob a pressão social. Neste ponto podemos dizer que educar é atingir o equilíbrio entre as pulsões inconscientes e as exigências da realidade social. Inconscientemente, o professor evoca na criança a imagem do pai. Se o pai é para a criança um ser bondoso e o professor se iguala a ele, haverá de imediato o raport e a transferência é realizada. Porém, como a sociedade exige cumprimentos de regras, o professor pode se mostrar autoritário, dificultado a transfusão psíquica entre seus inconscientes. Os laços familiares têm a culminância da posse, enquanto os laços escolares não alcançam tal intensidade. Na escola a criança é apenas membro de um grupo e é justamente o grupo formado pela classe a que pertence onde ele vai mais se identificar. É por essa razão que em uma pesquisa que fiz muitos alunos disseram que gostavam de ir à escola para encontra os colegas. É por esta razão também que os alunos gostam mais daquele professor que é “mais colega”. As tensões ai são bastante reduzidas.

        O papel da escola é fundamentar o processo sócio-educativo de tal forma que o trabalho escolar possa conduzir as energias puncionais que estão à deriva na mente do aluno, entregues aos fantasmas do seu inconsciente, para que jorre na realidade consciente de forma satisfatória, sem que perca sua natureza, apenas a transforme na aplicabilidade social em que vive e ainda proporcione a ele melhoria de sua condição com ingresso no mercado de trabalho. Desta forma, o inconsciente dos desejos e afetos do aluno se transformarão no consciente social cidadão. Mas isso só se dá quando o aluno sente que nele se inicia as atividades do adulto. A sublimação vem da transferência que é essencialmente inconsciente. Na realidade, a sublimação é a transferência de interesse inconsciente sobre alago de socialmente confessável. A energia afetiva desgovernada sem controle, sem finalidade gera perturbação mental, tensão, recalque. 
       
        Será que um professor neurótico (e parece que neuróticos somos todos nós) pode direcionar a pulsão do aluno sem que sua neurose pegue carona?  O educador deve saber distinguir autoridade de coerção, pois que sua ação é diretiva e um freio ao desejo do aluno. Ademais, a autoridade é uma força psicológica interior que se impõe por si mesma. A simpatia é uma disponibilidade afetiva positiva. Para isso o aluno tem que sentir segurança no professor. Mas como analista, o professor tem que ter uma atitude não intervencionista e não moralizante. Lembremos que o psicanalista trabalha no plano dos fantasmas e não tem que intervir no plano da realidade. No caso da criança as imagens simbólicas estão fortes. A sexualidade é a origem da sensibilidade e da dinâmica originando sua capacidade para os relacionamentos humanos. É nesse sentido que o professor tem que possibilitar ao aluno que ele mesmo tire de dentro do seu inconsciente toda essa pulsão que já vem acometida de tensões domésticas e transformá-la em conteúdos positivos para sua personalidade. E a adversidade doméstica não é pouca.

        Quando dirigi uma escola pública presenciei vários inconvenientes na relação mãe-aluno, mãe-aluna. Havia uma garota de 8 anos muito agressiva. Qualquer coisa que dizíamos ela chamava um palavrão. Muita conversa aconteceu e o próprio crescimento da garota já com seus nove anos foi melhorando. A pré-adolescência concorreu para isso. Ela começou a se maquiar e mostrar que sua feminilidade potencial estava despertando. Certa vez, a mãe entrou na secretaria onde ela estava e na frente de todo mundo começou a tirar-lhe a maquiagem de modo rude. Tive que intervir e explicar a despreparada mãe a respeito da feminilidade da garota e de sua proximidade com a puberdade. Fiquei imaginando o que se passava em sua casa. Logicamente a origem da agressividade da garota estava em sua própria casa, mas como chegar lá? Costumava dar palestras individuais aos pais, cumprindo minha parte no contrato didático que assumi. Cheguei a conclusão que o inconsciente dos pais deveriam abrigar uma fossa de problemas que envolviam todo sua miséria social, pois que a maioria deles e delas eram pescadores e catadores de sururu. Talvez seja por razões assim que Freud buscou na filosofia a base de suas pesquisas. E quando se fala em filosofia deve-se incluir também a sociologia, pois ambas andam de mãos dadas.

“Para justificar o fato de que nem todos conseguem usufruir as benesses educacionais, usa-se a ideologia dos dotes naturais. As causas devem ser buscadas em certas características dos indivíduos ou grupos de indivíduos. Os excluídos assumem a culpa de seu fracasso se considerando incapaz de aprender por burrice ou falta de força de vontade”. (ROSEMBERG, 1981).
Observamos que dotes naturais que o autor aqui se refere não são habilitações naturais e sim potencialidade de inteligência que, infelizmente, ainda faz parte do processo de exclusão social.
        Conforme diz Guiomar de Mello ”...se a escola é parte inseparável da totalidade do social – e é exatamente isso que me obriga reconhecer que ela é determinada pelos fatores econômicos amplos -, então ela apresenta internamente as mesmas relações de mudança e de reprodução que caracterizam aquela totalidade.”
A meu ver, Todo ensino, desde a infância, deve ser voltado para uma futura profissão do aluno, embasado naquilo que ele mais gosta de fazer, suas inclinações naturais, sua vocação e esta está bem em seu inconsciente. Por esta razão, isso é possível deste o maternal.
Para Carvalho, “O aluno percebe a artificialidade do currículo que serve “para montar o horário” e que revela o caráter ideológico do conteúdo de ensino”. O que não é para menos. Os currículos são preparados por pessoas totalmente alheias da prática do dia a dia escolar que apenas copiam parâmetros de uma educação imaginária. No entanto, livros como Poluentes atmosféricos e Natureza e Agroquímicos que trazem informações que lhe interessam são ditos para-didáticos e os alunos nem tem acesso.  Onde está a lógica em tudo isso? Como diz Platão “deveríamos ser educados desde a infância de maneira a nos deleitarmos e de sofrermos com as coisas certas: assim deve ser a educação correta”
Luiz de Mattos é categórico quando diz: “A motivação é uma condição essencial e permanente da aprendizagem. A rigor, só ocorre a autêntica aprendizagem quando os alunos estão realmente interessados e empenhados em aprender”. Mais adiante conclui: “É inútil tentar incentivar os alunos para a aprendizagem, acenando-lhe com valores abstratos e vantagens remotas, que se situa muito acima ou muito além dos seus horizontes mentais imediatos”.(10, pp. 219 e 220). 
       Estudos realizados apontam para conflitos e contradições existentes entre alunos trabalhadores, a escola e o local de trabalho, revelando ora uma suposta ausência de relação entre eles, ora uma negação, pela escola dessa relação enquanto uma experiência de valor educativo-pedagógico” (Mafra).
Por esta razão não importa a que público se dirija à educação, é o desenvolvimento da personalidade humana que estamos aperfeiçoando. A pedagogia sem o apoio da psicanálise será como um poço vazio.  Os arquétipos montados exigindo paradigmas mentais não podem ser alcançados, pois cada mente é um sistema complexo de Id, Ego, e Superego. O comportamento humano é fruto da interação dessas instâncias, mormente aquela parte dominada pelo inconsciente. Cabe ao professor transpor todas as barreiras da defesa do aluno e chegar até ele. Nessa hora ele se torna um psicanalista. No final, há uma cultura de renúncia pulsional que dá origem a neurose. Este é o preço para se viver numa civilização. O ciclo se forma. Cada vez que evoluímos como animais pensantes mais nos recalcamos e mais neuróticos ficamos, pois há uma contradição entre pulsões sexuais e civilização. Desta forma, a educação no modo que é hoje aplicada gera recalque e neurose. Mas isso não deveria ser assim, pois deveríamos dirigir as pulsões, mas mantendo as sexuais sadias e não as generalizando como devastadoras e corrompidoras da moral. Freud sempre indagou por que a educação foi sempre repressora. A base da educação está recalcada nos preceitos religiosos. Como aceitar o estudo da sexualidade infantil se, para religião, a pessoa nasce com o chamado pecado venial que é o de ter nascido através do sexo?  Todas as religiões são opressoras e incutem na cabeça do povo a chamada “minha culpa, minha máxima culpa”. Ao contrario do que os puritanos pensam, Freud sempre achou que os educadores deveriam buscar o equilíbrio entre o prazer individual e o prazer coletivo que são as necessidades sociais. A sexualidade sempre está presente na criança, manifestada de alguma forma dependendo de sua fase evolutiva. Então por que esconder algo que é tão natural? Por que não ensinar devidamente a criança o que ela busca saber? Ora, senhores educadores, Freud foi profundo no sentido cósmico da sexualidade, pois ela existe deste o interior dos átomos até na grandeza estelar, através do mecanismo de atração e repulsão. Sexualidade é o compartilhamento de energias complementares, do Yang e do Yin. É a castração mental da sexualidade infantil que traz a perversão do adulto. A sociedade mundial adquiriu um pensamento obsessivo de imoralidade em ralação ao ensino da sexualidade e a sala de aula é uma prova disso. Os homens a debocham e as mulheres a rejeitam. As pessoas confundem sexualidade que está ligada a tudo que se relaciona com o prazer com sexo, erotismo. Mas no inconsciente ela está presente na forma de desejo e é essa contradição que leva a neurose quando adultos. Vemos na sala de aula um veadeiro estado de ansiedade caracterizada pela vontade do Id de conhecer o desconhecido e o medo imposto pelo superego, totalmente alienado pelos preconceitos sociais. O armazenamento no inconsciente de todo esse temor causado pela repressão de suas pulsões do id em vez de sublimadas como deveria ser no processo educativo são uma verdadeira lavagem cerebral nos alunos, fazendo com que nunca saiamos da fase: meninos usam azul e menina usam rosa e está difícil de sair dela. 
Contudo, os jovens de hoje não são mais os jovens de antigamente e em vez de simplesmente baixarem a cabeça para explicações irrisórias da cegonha e outros mais, se rebelam e buscam trajetórias que não deveriam recorrendo a drogas e outros atos anormais. Aquilo que antes era reprimido na infância e adolescência e só vinham à tona na fase adulta, agora vem na adolescência.  E esta rebeldia é uma manifestação neurótica e na medida em que avança na idade outros tipos vão aflorando para perturbá-lo. Não estaria aí, na deseducação sexual infantil a causa dos diferentes tipos de neuroses? Logo, no primeiro ensaio sobre a sexualidade Freud observa a sexualidade no ser humano não acompanha a natureza e passa por desvios, tornado-o pervertido. Fala-se em educação para fazer um cidadão, mas como isso será possível se o processo educacional é para fazê-lo recalcado?
Guiomar de Mello comenta “O modo como o professor entende o que é ser bem sucedido na vida em nossa sociedade provavelmente se associa com a ideia de sucesso e fracasso escolar que possui”.  Essa ideia tende a ser passada para o estudante, mas o que ele vê na realidade é coisa bem diferente: pessoas que alcançaram o sucesso financeiro sem a ajuda do estudo, ou melhor, dizendo, da escola. Isso prova sua ineficiência em termos de preparar o aluno para o mercado de trabalho. Falamos de um modelo de ensino orientado para metas, como a escolha de objetivos educacionais apropriados. Afinal, “ninguém sabe para que servem as coisas que a escola ensina”. 
Houve uma tentativa de mudança na educação com a chamada Escola Nova, onde se buscava a não repressão. Foi uma boa tentativa, mas que encontrou duas barreiras: a primeira era que os conceitos antigos ainda permaneciam no superego de todos. A segunda é que educação exige sublimação das pulsões e como esta é um processo inconsciente haveria sempre o risco de em não reprimi-las as crianças se tornarem bárbaras e anti-sociais.  De fato que no processo educacional sempre existirão barreiras a ser transpostas por que este é um processo evolutivo e a evolução exige quebra de conceitos e surgimento de novos. Por isso Freud chamou de impossível como algo que nunca será completamente terminado, mas nunca que não se pode realizar. Afinal, estamos lidando com o inconsciente, algo imponderável que só conseguimos entende-lo quando emerge ao consciente e mesmo assim ainda temos de decodificá-lo. Para Melaine Klein o educador deve ser um interventor para o desenvolvimento emocional e cognitivo dos alunos. Mas para isso, o educador deve conhecer bem, entre outros, o conceito de transferência e contratransferência. Eu defendo a justa incorporação da psicanálise no currículo dos candidatos à educadores. Entretanto, outro problema está na singularidade do aluno. Como numa classe com mais de trinta alunos, orientar todos se cada um tem sua realidade?  Não é fácil implementar o processo de individualização de Jung. Lembrando ainda que para ele o professor não deve subjugar o aluno e que um bom relacionamento recíproco é melhor que qualquer método didático empregado. Isso requer que os educadores tenham uma sólida base psicanalítica. Talvez o melhor seria que os alunos fossem acompanhados durante sua trajetória escolar por psicanalistas, objetivando sempre melhorar sua performance no modelo educacional em pauta. Oskar Pfister era um pastor protestante suíço, nascido em 1873. Ele usou a Psicanálise como auxiliar na educação de jovens sob a sua tutela na paróquia que dirigia em Zurique. Mais tarde, em 1908, firmou amizade e cooperação com Freud até sua morte em 1939. Pfister defendia a aplicação prática de uma técnica psicanalítica especial para a Educação e igualmente para a terapia de crianças. Ele procura descobrir as inibições prejudiciais escondidas no inconsciente infantil. O grande problema era que ele definia o caminho do bem nos preceitos de sua religião. Hans Zulliger, um colega seu, obteve bons resultados na aplicação da Psicanálise em crianças de 12 ou 13 anos, chegando, inclusive, a escrever um livro chamado As crianças difíceis, de 1946. Ele próprio aplicava a psicanálise em seus alunos. Interessante é que uma de suas medidas era recomendar para a criança uma mudança de ambiente familiar, quando julgava ser esse ambiente o principal causador de sintomas. Ora, se fosse nos dias de hoje aqui no Brasil onde praticamente nem existe mais os laços familiares o que ele iria fazer? Anna Freud defendia uma idéia oposta a dele, acreditava que o analista devia ocupar um lugar de autoridade frente à criança. Deveria tentar convencer a criança que ela estava doente e de que precisa da ajuda do analista. Observamos que quando a transferência é realizada plenamente há o risco da alienação, porque ao se identificar com o educador ela será modelada e esse modelo é fixo e fictício, o ideário que é reforçado pelos pais, entretanto ela tem que evoluir e isso exige livre arbítrio de pensar e agir. Logo, o que deve haver é o equilíbrio entre transferência e resistência. O educador precisa reforçar o eu do educando. Orientar, mas deixá-lo livre para agir. Hoje nos temos uma educação que procura uma igualdade exterior. Isso não só é impossível a nível externo como principalmente a nível interno onde reside a chave de todo poder psíquico que é o inconsciente.
Nos processos afetivos, Freud contempla questões infantis na escola que podem impulsionar seus interesses sexuais, mesmo que sejam desprazeirosos, como a ansiedade antes de uma prova, a angústia ao se tirar nota baixa etc. Mas há os casos prazerosos como a coleginha que passa de minissaia, o despertar de uma paixão, por exemplo. Todos esses casos podem levar à puberdade e à fase adulta o prazer da leitura ou visão de fantasias que encubram os desafetos ou deleitem a necessidade mental com sua imaginação. O trabalho intelectual é inequivocamente uma atividade que induz a excitação sexual tanto em jovens como em adultos que se manifestará normal ou não, de acordo com o que ficou determinado na sua sexualidade infantil.
Para Piaget: “A assimilação é a incorporação de um novo objeto ou idéia à que existia anteriormente, ou seja, ao esquema que a criança possui. A acomodação implica na transformação do organismo para poder lidar com o ambiente; diante de um objeto ou nova idéia a criança modifica e aprimora esquemas adquiridos anteriormente. A adaptação representa a maneira pela qual o organismo estabelece um equilíbrio entre assimilação e acomodação, adaptando-se continuamente às imposições feitas pelo ambiente mas também sendo um sujeito ativo e modificando este mesmo ambiente." (GOULART, 2001, p.134)
A formação integral do aluno requer a produção do conhecimento da escola mais a educação doméstica por parte da família, só que esta está esfacelada no Brasil. Mães que têm 3, 4 filhos, sendo que cada um tem um pai e muitas nem sabem quem são os pais. Certa vez estava fazendo a renovação de matrícula em uma escola perguntei a um aluno o nome de seu pai. Ele me veio com uma resposta desabafante: “eu sei lá daquele..., nem sei nem quero saber”. Era revoltado porque nem conhecia o pai.
Não sei por que razão exige-se dos candidatos a cargos não profissionalizantes diplomas dos cursos fundamental e médio, quando o mais sensato seria aplicação de testes correspondentes aos seus trabalhos.   Esta é a razão pela qual os alunos vão logo dizendo aos seus professores que o quer querem é “passar. Esta frase eu mesmo já ouvi várias vezes. Eles dizem logo que fulano ou beltrano ou um amigo prometeu lhes arrumar um emprego tão logo eles concluam o curso fundamental ou médio, dependendo do tipo de emprego. Outros, já têm o emprego e o patrão prometeu uma promoção quando eles terminarem o curso médio. Ora, teoricamente isso pode até parecer um estímulo, mas na prática é um desastre, não funciona e se torna um vício. Testar os conhecimentos e habilidades dos alunos sim, é que seria um estímulo real para que ele se tornasse competente em seu trabalho.
Guiomar de Mello comenta “O modo como o professor entende o que é ser bem sucedido na vida em nossa sociedade provavelmente se associa com a ideia de sucesso e fracasso escolar que possui”.  Essa ideia tende a ser passada para o estudante, mas o que ele vê na realidade é coisa bem diferente: pessoas que alcançaram o sucesso financeiro sem a ajuda do estudo, ou melhor dizendo, da escola. Isso prova sua ineficiência em termos de preparar o aluno para o mercado de trabalho. Infelizmente o que vemos no Brasil é a preocupação com números e educação não se faz com números, pois estes não retratam qualidade, somente quantidade.
Segundo José Moreira da Silva “A educação tem um papel fundamental como meio de influenciar o comportamento dos indivíduos. Convém ensinar as pessoas a pensar e a agir em sociedade. As escolas deveriam se voltar para formar um bom cidadão e não somente fazer com que pessoas acumulem conhecimentos que nunca serão utilizados. A escola deveria ensinar lógica, matemática e línguas desde o começo. A lógica serve para evitar que as pessoas sejam presas fáceis de qualquer aproveitador que apareça pela frente”

                          “POVO EDUCADO É POVO FELIZ
                                  POVO FELIZ É POVO SEM VIOLÊNCIA”
                                                   Prof. Pedro Cabral Cavalcanti













                                BIBLIOGRAFIA
                                     
1)    BESSE, Maurício De – Psicologia da Criança – p. 115 – Companhia Editora Nacional – São Paulo, 1972
2)    CARVALHO, CELIA PPEZZOLO DE. – Ensino Noturno, Realidade e Ilusão, P.88 – São Paulo, Cortez, 2001
3)    GOULART, Iris Barbosa. Psicologia da Educação: fundamentos teóricos, aplicações à prática pedagógica. Petrópolis: Vozes, 2001
4)    KUPFER, Maria Cristina. Freud e a Educação. O mestre do impossível. São Paulo: Scipione, 1992.
5)    MAFRA, L de A (org.).  Ensino Médio no Brasil: Da ruptura à conquista do direito. Brasília, INEP, 1992.
6)    Mattos, Luiz Alves de – Sumário de Didática Geral (ps. 219 e 220) – 4ª Edição – Editora Aurora – Rio de Janeiro, 1964
7)    MELLO, Guiomar Nano de – Magistério de 1º Grau: Da competência técnica ao compromisso político – 13ª Edição – São Paulo. Cortez, 2003.
8)    MAUCO, Georges – Psicanálise e Educação – (p.p. 4 e 5) – Moraes Editores – Rio de Janeiro, 1968
9)    PLATÃO – A República – 2ª Edição (p. 34) – Editora Martin Claret. São Paulo, 2000.
10) ROSEMBERG, L. – Rendimento escolar dos alunos de deferentes classes sociais. São Paulo, PUC, 1981.
11) SOUZA, Audrey Setton Lopes de. Psicanálise e Educação: lugares e fronteiras. In.: OLIVEIRA, Maria Lúcia de (org.). Educação e Psicanálise: história, atualidade e perspectivas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.


                                                     SITES:
1.    Coelho, Neusa Lais– http://www.escutaanalitica.com.br
2.    Sigmund Freud e a Educação  http://pensador.uol.com.br
3.    De Jesus, Elisangela Maria -  http://www.paralerepensar.com.br
4.    Sexualidade Infantil e Educação http://www.smartsite.com.br
5.    Freitas, Andreia - A importância do conceito de transferência na relação professor-aluno - http://meuartigo.brasilescola.com
6.    Jung: Individuação e a educação infantil.  http://pedroleitaoeducacao.blogspot.com
7.    Silva, Jose Moreira da – http://ateus.net/artigos/critica/a-criacao-de-deus/
8.    Fiorentin, Marli - Tecnologia em educação – pecializacaotecnologiasemeducacao.blogspot.com
9.    Queiroz, Rachel vaz nina de,  -  http://www.artigonal.com
10.  A sexualidade infantil e  educação -  http://www.smartsite.com.br/sys_client/124/3018.aspx
11.   Contribuição da psicanálise freudiana na educação – http://www.webartigos.com/artigos
12.   Psicanalisar e educar ou psicanálise e educação - http://www.educacaoonline.pro.br
13.   Lepre, Rita Melissa - Relações de afeto entre professor e aluno no ensino superior  -      http://www.psicopedagogia.com.br
14.   Onde se esconde o desejo de aprender do aluno? http://www.ufsm.br/lec/01_01/ayrton-orionl5.htm



terça-feira, 17 de abril de 2012

CONSCIÊNCIA X INTELIGÊNCIA


A EVOLUÇÃO acontece a revelia de cada ser no Universo. Através das vidas recebemos as devidas lições de experiências e catarses corpóreas. Dor e prazer vão sendo registrados e formando nossa memória. É assim que vamos ficando com ciência ou CONSCIÊNCIA das coisas, daquilo que nos causou dor ou prazer. Buscamos a repetição deste e evitamos aquela. CONSCIÊNCIA é, portanto, uma coisa pessoal, atrelada à vivência de vidas de cada um. Assim, não se pode forçar uma pessoa a ser evoluída e trabalhar se ela ainda está ligada a hábitos animalescos de roubar presas que outros animais caçavam para comer. Muito menos, então, tornar um povo civilizado, respeitando os direitos alheios. Enquanto não assumirmos a responsabilidade de nossas atitudes em vez de atribuir nossas mazelas à vontade de um deus pai não teremos alcançado a CONSCIÊNCIA HUMANA, pois assim procedia nossos antepassados primatas, ainda nas cavernas.  A INTELIGÊNCIA, pelo contrário, é um mecanismo que obedece rigorosamente as leis da matemática e que é capaz de responder a padrões préfixados. Daí, não precisa ser um ser vivo para ser inteligênte. Um computador  é um  ser ineligente, aliás, estupidamente inteligente, pois, sem o menor traço de consciência é capaz de processar idiotices, se assim seu programador quiser. É como diz o Físico e Filósofo alemão Georg Lichtenberg (1742-1799):  “O homem pode adquirir conhecimento ou se tornar um animal, como ele quiser. Deus faz os animais, o homem faz a si próprio”.
                     Pedro Cabral Cavalcanti – autor do livro:




                O MITO DO DEUS PAI (Editora Biblioteca 24X7)



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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O PERIGO DO “EU ROBÔ”


  Artigo publicado no Siste:         
    

Enquanto a maioria do povo do planeta terra vive em efetiva miséria, onde a fome e a peste, inclusive o flagelo da AIDS ainda predominam, vem a maior religião do país chamada mídia (em todas as suas modalidades) aliciar os incautos espectadores de seu deus eletrônico onde em seus assentos veneram a pomposidade de realezas, uma idiotice que só deveria existir nos livros de história e contando a realidade da insensatez sanguinária que levavam seus competidores aos tronos reais”.
       O ser humano terrestre possui em seu DNA um gene da inferioridade e busca sempre adorar alguém ou alguma coisa. O gene progrediu em sua inferioridade e agora além de considerar pessoas iguais a nós como superiores, dando-lhes o titulo de nobres, estão preparando os robôs para nos dominar. É isso que se passa na cabeça do ser humano terrestre. Ele não aceita ser o co-artífice da criação e o animal superior que habita o planeta. Estão desesperadamente buscando fazer um clichê eletrônico, um robô cuja  inteligência seja superior a sua e assim eles possam lhes obedecer e ser seus servos, se é que eles, os robôs, vão deixar algum ser humano vivo na Terra. Afinal, nós precisamos das máquinas, mas elas não precisam de nós para nada. As máquinas não têm sistema nervoso, logo não sentem emoção e, portanto, não terão piedade alguma de nós, se isso terrivelmente acontecer um dia. As máquinas estão aqui para nos auxiliar em tarefas de cálculos e serviços pesados e não para tomar nosso lugar.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

A ASTROLOGIA DA MENTIRA



                                   Por Pedro Cabral Cavalcanti

Artigo publicado no Site:
http://iartigos.com.br/psicologia-e-auto-ajuda/auto-ajuda/a-astrologia-da-mentira/
Parece um paradoxo o título deste artigo e o fato de eu afirmar que a Astrologia é a maior ciência de autoconhecimento que existe. Mas a astrologia da mentira é aquela astrologia barata e comercial que é praticada somente com o intuito de ganhar dinheiro, nada mais. E isso acontece porque seus clientes,  incautos e vaidosos, gostam de ouvir elogios a seu respeito, mesmo sem os merecer. Eles não querem saber a verdade e vivem numa eterna mentira. O que querem mesmo é ficar se iludindo, empurrando os problemas com a barriga. Digo isso por experiência própria. Faço Astrologia Cármica, um ramo da astrologia que relaciona os aspectos do mapa de nascimento com ações praticadas em vidas passadas e já mouvi de um consulente a frase ”você deveria dizer o que eu quero ouvir”, ou seja elogios a sua pessoa. Ao perceber a fragilidade da pessoa, o vivaldino ou até o ignorante com boas intenções, mas ausente das leis cósmicas começa a falar justamente o que o consulente quer ouvir. Para ele, esse é um bom “astrólogo”, diferente do outro que lhe disse os erros que cometera no passado. “Logo eu – diz o consulente – uma pessoa tão boa ter cometido tantos erros, isso não tem sentido. Bom é aquele astrólogo que me disse a verdade, que eu sou um anjo”. Ora, um anjo pode até ser na vida presente, mas no passado não foi  e veio para repara os erros.
O  povo de uma maneira geral é imediatista, quer que seus problemas sejam resolvidos com um passe de mágica, embora a origem dos seus erros tenha custado muitas vidas e machucado muita gente. Sendo assim, ninguém gosta de ouvir a verdade ao seu respeito porque ninguém gosta de saber que em vidas passadas foi um mau caráter, bandido ou coisa assim. Todo mundo quer ser santo e por isso “todos usam máscaras”. A verdade, porém, é outra. Cometemos erros e temos que resgatá-lo de um modo ou de outro e é melhor fazê-lo através de boas ações que podem corrigir melhor que com o sofrimento. Esse advém mais porque justamente ignoramos nossos erros e não procuramos praticar a tao falada caridade, não no sentido de distribuição de dinheiro, mas de boas ações. Mas o papel do astrólogo é dizer a verdade, custe o que custar, doa em quem doer. Ele deve elucidar os fatos e dizer ao consulente como fazer para corrigir na vida atual desafetos e desacertos de vidas passadas. O astrólogo é, assim, um conselheiro. Quem deve procurar corrigir os erros é quem os cometeu. O astrólogo não é um mágico, muito embora a astrologia esotérica antiga e indiana use certos recursos materiais como metais e pedras preciosas para captar energias dos planetas como fazem os pára-raios. Mas de um modo geral, o tratamento deve ser holístico, buscar todas as maneiras possíveis para arrefecer os maus aspectos e lhe dar condições de sobreviver para repará-los com boas ações
De uma maneira geral, a astrologia pessoal é praticada de modo impessoal, envolvendo todos os aspectos do céu. Acontece que somente os aspectos existentes no mapa de nascimento farão efeito na pessoa durante sua vida. Por exemplo, se alguém tem aspecto entre o sol e a Lua estes aspectos quando repetidos no céu afetarão a pessoa, é se esses planetas não fazem aspecto no mapa de nascimento não importa que eles façam aspecto em tempo algum em sua vida. Outro caso é o da luz cheia que é uma oposição entre o sol e a Lua. No primeiro lance como a luz representa o povo parece que o aspecto significa muita gente e, portanto, a pessoa muito popular e aí está o engano, muita gente sim, mas como é oposição se a pessoa trouxer esse aspecto no nascimento indica impopularidade e não popularidade. Porém, se a pessoa não traz mau aspecto no nascimento a luz cheira não traz benefício nem prejuízo para ele.




sexta-feira, 30 de março de 2012

AMOR X PAIXÃO



            AMOR X PAIXÃO
Muitos confundem amor com paixão
Amor é querer o bem da passoa amada
E paixão é tão somente tesão
Mas quem ama também sente paixão

quando a paixão se acaba
o tesão vira tensão
é um acusando o outro
E tudo acaba em separação

E  continuam falando errado
Que o amor acabou
Mas o amor não acaba nunca
Somente a paixão é que findou

Na paixão vive o ciúme
Que dizem ser o tempero do amor
Mas ciume é sentimento de posse
E é  por isso que cuasa tanta dor

Neste nivel material
Que tanto nos faz padecer
Devemos do cônjuge amenizar
E não aumentar o seu sofrer

Quem quiser ser feliz
busque somente o amor
Pois nem mesmo somos donos
De nosso corpo sofredor


O MITO DO DEUS PAI



Este livro mostra que o problema não está na crença da existência ou não de Deus, pois se existimos é porque algo nos criou. O problema está na natureza do criador. O Universo é infinito, portanto, nada pode criar o Infinito, uma vez que nada pode ser maior que ele. Então só nos resta uma alternativa: O próprio Universo é o criador. Mas como o Universo seria o próprio criador? Sabemos que tudo no Universo é regido por uma LINGUAGEM MATEMÁTICA. Hoje, os cientistas já sabem queo universo todo é permeado por uma energia que eles chamam de Energia Escura, porque ninguém a vê.  Ora, uma energia infinita e regida por uma linguagem matemática é uma ENERGIA INTELIGENTE. Logo, o próprio Universo é um CAMPO INFINITO DE ENERGIA INTELIGENTE.  Esta teoria se encaixa na filosofia taoista que diz: Tao (o Universo Imanifesto, Deus) gera Ki (uma energia secundária já pertencente ao universo relativo), pois se divide em Yang e Yin e gera tudo que existe. É daí, talvez, que surgiu a frase “Deus criou o universo” traduzindo como Tao (o Universo Infinito) criou Ki (o universo relativo), somente assim ela faz sentido. E isso me leva ao conceito de que estamos dentro de um CHIP INFINITO, o Universo com todo seu mecanismo interno seria, portanto, um COMPUTADOR INFINITO, não manobrado por alguém de fora como no filme Matrix, mas manobrado por nós mesmos dentro dele. Qualquer coisa que quisermos fazer podemos, desde que obedeçamos suas leis (manifestadas na matemática, física e química). Ora, se consideramos Deus como uma Inteligência Infinita, o seu oposto seria o nada e a ignorância e não o diabo, uma figura humana distorcida com chifres e pé de bode.
Leiam o livro O MITO DO DEUS PAI (Editora Biblioteca 24X7) e saibam a verdade sobre o Universo e sobre nós. Vocês podem pedir pelo site da EDITORA BIBLIOTECA 24X7 ou na LIVRARIA CULTURA, e meus parabens!

JESUS X CRISTO


Muita gente não acredita na existência de Jesus. Pessoalmente o que eu não acredito é que tantos seguidores tenham arriscado suas vidas participando de rituais em catacumbas  sob a ameaça de prisão e execução hedionda por um ser que nunca tenha existido.  Agora, para mim, há uma grande diferença entre Jesus histórico e o Cristo arquitetado pela religião, ou melhor, por Constantino que oficialisou o cristianismo e incorporou a Jesus o personagem do deus egípcio Mitres a quem ele reverenciava. Este sim é o Cristo (ungido), um ser mítico falado nas escrituras.
      Existem detalhes nas histórias contadas sobre Jesus que merecem uma análise lógica. Há uma passagem em Marcos (e somente ele narra assim) em que Jesus cura um cego, impondo as mãos sobre seus olhos. Na primeira vez a energia empregada por ele não foi suficiente para arranjar as células e o cego diz que está vendo as pessoas como árvores. Ele então impõe as mãos  pela segunda vez e depois o cego diz estar vendo bem. Será que os escribas teriam o cuidado para ilustrar uma estória dessa maneira? Parece que não. Se eles estivessem falando simplemente de um milagre, por que tudo não foi resolvido da primeira vez?
      Não se sabe por que razão alguns pintores medievais colocaram perto da cruz de Jesus naves espaciais. De onde eles tiraram tal informação? Parece que eles tiveram acesso a textos que não não temos. E a pintura da anunciação de Maria, com um raio vindo de uma nave sobre sua cabeça? Ora, são vários os personagens históricos que foram filhos de virgens, ou melhor, em linguagem atual filhos hibrido entre humanos e extraterrestres, vindo de uma inseminação artificial. Mesmo depois de Jesus temos o caso de Confúcio. Uma  mulher que dormiu com um anjo e sem ter relação sexual ficou grávida dele. Em pleno século XX há relatos de bebês híbridos. Então essa é uma prática que acontece na Terra há milênios.
      Há coisas narradas, entretanto, que logo de cara vemos que se trata de embuste, de algo que foi articulado propositadamente no intuito de mistificar a história. Este, por exemplo, é o caso da crucificação de Jesus. Vejamos alguns pontos.
1- Jesus tinha sabedoria do que lhe acontecer e neste caso não tinha o menor sentido esperar para seu flagelo. Seria burrice, pois Buda provou que o maltrato do corpo não traz nenhum beneficio para evolução espiritual. A crucificação não aconteceu e tudo foi ligado ao deus Mitres como se fala. Os três dias correspondem ao solstício. Mesmo assim, Jesus foi um espírito se luz que veio para explicar o modo de comportamento humano. Esta é a versão que acredito.
2- Jesus tinha sabedoria do que lhe ia acontecer, mas esperava que as naves extraterrestres interviessem antes de seu flagelo. O que só aconteceu com ele já crucificado. Mesmo assim, a falta de contato já o deixaria a ponto de fugir e escapar do flagelo. Se não o fez, foi burrice esperar o flagelo, o que não condiz com um ser superior.
3- A crucificação foi uma encenação como acontece com alguns fanáticos na Índia. Neste caso, Jesus era um fanático e não um ser de luz.
4- A crucificação aconteceu como fala Spencer Lewis em seu livro a Vida Mística de Jesus, mas ele foi tirado da cruz vivo e passou 3 dias se convalescendo na tumba de Arimatéia. Neste caso, Jesus não passava de um profeta e não era um espírito superior, pois não foi capaz de prever o flagelo. Fugiu para a Índia e ficou conhecido como Santo Issa ou santo Yuz Asaf (Essa história merece uma investigação profunda, pois mostram fotografia de seu túmulo e um bloco de pedra no santuário parece mostrar pés com marcas de pregos). Lá se casou teve filhos e morreu de morte natural bem idoso.
      Em caso algum, entretanto, justifica-se pensar que existe algum ser no Universo, quer seja Jesus, Deus, buda, Chrisna etc. que esteja a nossa disposição para nos atender a qualquer hora, privando-o assim de sua liberdade. Desta forma, tal personagem seria um mero escravo, pois sua vida não pertenceria a ele, o que é um ABSURDO!
Não creio que quem oficializou o chamado (por eles) de cristianismo teve a intenção de levar alguma mensagem boa para a humanidade. Acho que a intenção era mesmo de AMEDRONTAR e assim ter o controle da situação, MANIPULANDO A MASSA IGNARA. E conseguiram, pois são mais de dois mil anos de dominio, com explicações burlescas lhes dizendo inclusive de que quando se sofre é por que o deus pai gosta muito deles e está lhes pondo a prova para ver o grau de sua fé. Esta é a desculpa que os religiosos têm para justificar a miséria humana. Acho que Napoleão logo percebeu isso, pois, segundo me consta, colocava a Biblia na estante na parte de política.